Maio 7, 2008
E aí vem a infâmia e a pretenção de uma garota chama Leão e, pasmem!, diz que nunca encontrou uma pessoa suficientemente similar a ela!
Pois, absurdamente, venho eu dizer que, au contraire, sou eu similar o bastante.
Irmão mais velho, ora bolas, sou eu! Nada como ser o primogênito; Aquele que conquista as liberdades para os frutos seguintes. Tá.. tudo bem, eu tive bolinhos de chuva na minha infância, mas quem os fazia era minha querida mamãe.
Procurei minha música e acabei ficando indeciso. Continuo até hoje buscando sons intrigantes e cativantes. No momento escuto Zé Ramalho. Antes, estava a escutar Yardbirds (recomendadíssimo) e durante o caminho da universidade para casa, Within Temptation. Nas madrugadas, quando necessário é manter-se ativo para trabalhar ou, em outras palavras, programar, às vezes escuto Chemical Brothers. Para noites aconchegantes, Jazz ou Música Clássica. Para noites de inspiração, BLUES. Para aquele almoço em família, com as vovós e as irmãs das vovós, Paulinho da Viola e Adoniran Barbosa. Para qualquer hora, qualquer música. Engordei minha biblioteca, pergunte-me como.
Boa parte de minha infância passei-a em uma mesma cidade, morando na mesma rua e freqüentando a mesma escola. Resultado: Criei vínculos que foram brutalmente quebrados na primeira grande mudança. Um mundo totalmente diferente. Um ambiente hostil e um garoto não-convencional. Serviu para me afastar um pouco mais da convivência social e usar mais o CÉLEBRO, tanto o eletrônico quanto o humano. Depois, com a segunda mudança, um novo recomeço, nem tão inóspito, porém desafiador.
No final das contas, bastou para tornar-me o que hoje sou. E gosto do que sou. Apesar de não gostar do que fui. Isso me incomoda, momentaneamente, várias vezes. Leva algum tempo até a batalha acabar e lembrar-me de que nada disso importa, mesmo sem porta. Ou compota.
A jasminta gosta de postar músicas e vídeos. Eu também gosto de músicas e vídeos. Vou colocar uma letra de música, mas talvez nunca mais coloque.
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Maria Inês
Karnak
Composição: André Abujamra
Meus amigos vou contar, eu vou contar para vocês
Uma historia muito triste, a história de maria inês
Era casada com antônio. o antônio de muringa
Que tomava muita pinga e ficava trololó
Chegava em casa lhe enchia de porrada
Ficava toda inchada e o ódio começou a subir
Foi pra cozinha pegou a faca de corte
Tava cheirando a morte e ela começou a esfaquear
E cada golpe que maria dava, lembrava de uma porrada
Que vivia a receber e cada corte que maria fazia
Lembrava da agonia sua alma num vai esquecer
Matô, matô, matô pra se salvar
Pegô a mula que já estava bem velhinha
Foi bem de madrugadinha ela teve que fugi
E o delegado de muringa era o tonhão
O azar dessa maria ele era do antônio irmão
E ele foi atrás dessa muié muito mais pela vingança
Do que pela justiça e ela ficou de mutuca no morrinho
E quando o tonhão passou, ela pulô no seu pescoço
Tirô a faca da cintura e furô aquele moço
Que era irmão do seu marido que acabara de matar
Matô, matô, matô pra se salvar
João augusto era filho de tonhão
Ficou muito indignado porque o seu pai se foi
E quem matou foi sua tia que um certo dia até que ele gostou
Pegou a arma do armário do seu avô
Era um bacamarte velho, muita vezes ele usou
E foi atrás de sua tia assassina, isso era a sua sina
Ele tinha que matar
Mas maria, quando viu joão augusto, ficou paralisada e começou a rezar
E o muleque apontou na sua cabeça
A maria viu a morte e começou a chorar
Mas a arma que joão usava ela era muito usada e o gatilho emperrou
E antes que o rapaz pensasse, a maria pegou a faca
E o esfaqueou.
Matô, matô, matô pra se salvar
E todo mundo da cidade de muringa
Ficou com muito ódio da mulher que só matava
E os home se juntaram lá no morro
Eram mais de 30 cabra, tinha também uns cachorro
E foram atrás daquela mulher maluca que tava com o demo
Mais feroz que um cão, foi ela que matô joão augusto, o antônio seu marido e também matô tonhão
Encontraram ela lá no matagal fazendo uma fogueira
Pá comer um tal calango
Calango tango do calango da lacraia
Os home puxaram a faca pá matá maria inês
Maria inês pegou a faca
Maria inês pegou a faca
Maria inês pegou a faca: me mato!
Ninguém me mata!
Pegô a faca na frente de todo mundo
E se matô cortando seu pescoço
E os home ficaram tudo olhando
E ficaram perguntando porque existe tanta dor
Morreu, morreu, morreu pá se salvar.
Maio 7, 2008 at 5:19 am
Meu caro irmao mais velho, é por isso que ‘mi blógue es su blógue’!
eu também gosto do que sou. Sendo fungo, briófita, humana, vogon… nao importa. Apenas gosto. E, afinal, nao é essa a intencao?
A música da Inês me lembrou de um poema fascinante. Obrigada! Vou procurá-lo!
Um abraco (suado da bicicleta) hahaha!
PS: Inês era o nome da minha avó.