Publicado por: cachalote em: Outubro 11, 2008
III
Que saudade das bolhas de sabão
Que por canudos de bambu soprei
Que saudade daqueles castelinhos
Ora de sonhos, ora de areia
Que saudade dos anos que virão,
Ainda contados em burburinhos
Contam que do castelo vou ser Rei
Na nossa bolha, você sereia
Jajá
Publicado por: cachalote em: Agosto 22, 2008
E agora, sem mais palavras e delongas, apenas verdades e fatos:
Soneto de Amor
Talvez não ser é ser sem que tu sejas,
Sem que vás cortando o meio-dia
Como uma flor azul, sem que caminhes
Mais tarde pela névoa e os ladrilhos,
Sem essa luz que levas na mão
Que talvez outros não verão dourada,
Que talvez ninguém soube que crescia
Como [...]
Publicado por: cachalote em: Agosto 3, 2008
Monstera Deliciosa
Ainda me lembro; Era um dia claro. Frio, mas claro de certo. Daqueles que o sol esclarece, mas também não aquece, sabe? Bem, onde estávamos? Ah sim, claro, na conversa do Lírio-Tigrino com a Monstera Deliciosa.
– Ainda não entendi muito bem. Como é que funciona esse mutualismo? – Disse intrigado o Lírio-Tigrino [...]
Publicado por: cachalote em: Julho 14, 2008
Bolinho de Chuva
Liguei o rádio
Depois da chuva
Mas é no tamborilar dos respingos
Dessa chuva feliz
Que escuto o Jazz
Ass: Jazzmin
Publicado por: cachalote em: Junho 8, 2008
Monólogo do descabeçado com o descorporizado ao café da tarde descafeinado
Por onde esteve, minha mente?
Vejo sua tenção, mas diga verdade.
Pois sem você sou corpo e verbosidade
E sem mim, você é o invisível que não sente.
Deixe de ser esse ególatra bem bonachão
Que logo eu desembocarei na autólise mais taciturna;
Minha compleição e nuance caberão numa urna.
Entretanto suas idéias, [...]
Publicado por: cachalote em: Maio 20, 2008
(http://cesargiusti.bluehosting.com.br/Contos/textos/tango.pdf)
Há dois anos esse poema não me sai da cabeça. Um dia ainda a perco na peixeira…
Publicado por: cachalote em: Novembro 9, 2007
cachalote
Humanos sentem necessidade de conversar. Todos. E aqueles que não encontram alguém para ouvir, ficam loucos, loucos de palavras. Falam sozinhos, mas falam. Moribundos, mas falam. Nas palavras me liberto. Escrevo para você, para me libertar. E você lendo, agora, processando, pensando… Criticando, vive. É um ciclo. De favores…
Se você for tão tosco, a ponto [...]