Veni, Vidi, Scripsi.

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Paro minha vida. Ela diz que não da mais; é pesado, não ha paz. Mais uma vez não consigo deixar de lado. Não consigo aceitar que a felicidade dela vai ser sair da vida dela. Como pode ser? Fomos tão felizes…   

Ja não sei mais se é a minha imaginação, ou se é verdade que quando estamos juntas, quando nossos olhares se encontram, nos entendemos. E foi sempre assim. Desde aquele primeiro momento que nos conhecemos, na sala de cinema. Você achou que eu não vinha. E eu, atrasada como sempre, achei que não ia te reconhecer no escuro. Nos olhamos, nas luzes refletidas dos óculos, e sabíamos.

Não consigo evitar as nossas lembranças felizes. Todos os dias que você vinha me acordar, que vinha cuidar de mim. Você sempre quis meu bem. Eu te fazia tão feliz com tão pouco e nem sabia. E também não soube reconhecer o bem que você me fazia. O quão precioso seu amor era. Tão puro. 

Fui cruel, te tratei com descaso. 

Sinto vergonha.

Não consigo deixar de lado. Passam dias. Penso no seu cabelo pesado. Passam semanas. Penso no seu sorriso torto. Aquele que eu conheço bem, que você faz quando esta feliz. Passam meses.

 

Prelude

Sinto o amor me invadindo. E tudo para, de verdade. Nao quero mais olhar, nao quero mais respirar, quero parar naquele momento, naquele instante. Olho pras fotografias e quero me teletransportar e viver tudo de novo outra vez. Cometeria os mesmos erros. Gosto de estar onde estou, aprendi muito. Vivi com voce. Vivi sem voce. Sobrevivi sendo eu mesma.

Saudades daqueles beijos, daquele preludio, de quando a gente ja se amava e nem se conhecia. De quando eu nunca tinha te tocado e tinha certeza de que conhecia seu corpo como ninguem. Saudades daquelas historias que te contei quando ficamos so eu e voce pela primeira vez e voce me olhava e eu olhava de volta pro escuro. Tenho um sorriso no rosto toda vez que lembro das coisas que passaram pela minha cabeca, das coisas que imaginei que voce era. Das coisas que eu sentia que a gente ia fazer. Era uma historia de sucesso, com certeza. Mas essa historia ainda esta sendo, nao e? E como as coisas sao complicadas com voce! Sinto que estamos dando uma volta muito grande pra chegar aonde tanto queremos chegar, mas ao mesmo tempo que eu ja nao tenho mais a certeza de que queremos chegar ao mesmo lugar, fico feliz de termos nos encontrado no percurso.

As coisas que aprendi com voce sao impagaveis. Agora, as coisas que aprendi por causa de voce sao muito mais valiosas. Espero que voce tambem tenha aprendido uma coisa ou outra. E sabe o que eu realmente desejo? Que a gente finalmente consiga praticar o agora. Sei no meu coracao que nao importa pra onde vamos, e se vamos pro mesmo lugar. O que importa eh ir, e mais ainda, perceber que eh a caminhada que conta. Sao nossos momentos especiais que contam. Nossos momentos espontaneos, esses dos quais ainda me lembro do cheiro da maresia, da areia nos meus pes, do frio que estava quando pulei seu balcao.

Te amo. Sem mais.

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Lomograph taken with a Lomo LC-A Wide on the Golden Gate bridge in September 2013. Loaded with a Lomo Color negative 400 ISO.

E é assim que é a vida. Vivemos sempre o agora, num queimar de fósforo que dura nossas vidas. Sem rascunhos, sem falas preparadas, sem borracha, vivemos apenas nós mesmos. No impulso, somos nós.

Dormimos e acordamos e dormimos. Sabe se lá pra onde vamos quando estamos entregues aos sonhos. Talvez seja uma vida paralela, com outros destinos e vontades. Talvez até sejam os mesmos, mas em dimensões diferentes..

Sabe se apenas que se vive agora. E quem não vive o agora, ou é museu ou é sonhante.

Somos viajantes do tempo, sem dúvida. Estamos entregues às coincidências e aprende quem é esperto. E quem não aprende, ainda vai aprender, tem lugar pra todo mundo, todo mundo pode. Todo mundo ainda pode.. O tempo é infinito. Nossas energias também.

Sem vida o tempo existe? E a vida existe sem tempo? O tempo existe? E sobretudo: existe vida?

Ninguém tem a resposta, mas continuamos vivendo errantes.

No temporal temperamental atemporal vive-se. Existe-se. Basta-se. Basta existir-se pra si só. Vivemos pra nós mesmos com os outros mesmos. Somos todos mesmos.

Criaturas do tempo. Criaturas das experiências. Criadas ou existidas? Temporadas.

Opposing trees

Lomograph taken with a Oktomat loaded with Fuji Superia 400. October 2013, Los Angeles.

 

Avião sem asa,
Fogueira sem brasa,
Sou eu assim, sem você
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim, sem você…
Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim…
Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho,
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço,
Sou eu assim sem você…
Tô louco prá te ver chegar
Tô louco prá te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração…
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo…
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo
Por que? Por que?
Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
Sou eu assim, sem você
Carro sem estrada,
Queijo sem goiabada,
Sou eu assim, sem você…
Você…
Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim…
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas prá poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo…
Por que? Por que? (4x)

http://letras.ms/CGu

Ipê

Mil anos sem postar. Uma foto fica, pelo menos.

 

Jazz

Flor | Roda por Sthefany Frassi

 

Pântano

No silêncio dos mentecaptos,

Ruge a noite, por estas sombras.

Mesmo que a música dê voltas,

Ainda assim me tocam as notas

Do jogo de pernas das cobras

E beijo de língua dos sapos.

 

Jasmin

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