Publicado por: cachalote em: dezembro 19, 2010
às vezes me pergunto se estou realmente evoluindo. e se estao, se essa evolucao é de fato algo bom para a minha existencia. olho minhas fotos de alguns anos atrás, e ainda vejo os mesmos medos, as mesmas ansiedades e desejos. na verdade, o que mudou mesmo foram os vários modelos de óculos que usei durante esses anos e o tamanho do meu cabelo. acho que nem o estilo das minhas roupas mudou muito. ainda tenho as mesmas dúvidas. ainda gosto das mesmas músicas. cada dia que passa me iludo mais com o que a sociedade atual chama de “amigo”, de “turma” e “galera”. e a cada minuto que passa percebo cada vez mais que nao consigo me ajustar a esses conceitos. nao consigo fazer parte de algo que eu tanto quero. nao consigo me enganar, sabe? nao consigo fingir que gosto de sair pra beber e ficar “mucho louca”, nao consigo fingir que uma pessoa que troca umas idéias comigo e que divide uma cerveja comigo é meu amigo. esse tempo todo tenho procurado frenéticamente um lugar, uma pessoa, um estado de espírito. me encontrei em uma rede que está suspendida entre a imaginacao e o real. sao dois mundos bem diferentes, e nao quero pisar em nenhum deles, por isso estendi essa rede. nessa rede tenho meu sossego, sou eu por completa, estou nu. nessa rede eu imagino o meu mundo, fumo meu cachimbo, imagino como seria bom um mundo como aquela fumaca sem forma. e aquela pessoa que nunca vem deitar na rede comigo? meus reais amigos sao apenas visitantes da minha rede. fumam uma palha, tomam uma pinga comigo e rimos no meio da boemia. até mesmo agora, sei quem está me lendo e gostando. será a vida sempre assim? essa eterna busca? eu nao consigo nao buscar isso que eu tanto quero. quero um amor. sempre quis. uma pessoa pra me perder. uma pessoa que estendesse uma rede ao meu lado e que pudesse me visitar e que pudesse ser visitada.redes diferentes, de linhas e cores e tracados diferentes, mas que pelo menos balancassem em sintonia.
sem dúvida eu me completo. nao sei se ainda estou sentindo falta de algo. devo estar. sempre fui essa verborragia de sentimentos reprimidos. encolhidos. de barbatanas cortadas. sofro tanto com essa cardiomegalomania minha. de querer amar a todos, de querer ajudar a todos. de confiar. talvez eu esteja realmente me tornando essa crosta que eu criei para mim. estou me tornando o meu avatar? o meu perfil virtual? que diz tudo sobre mim? uma pessoa que compreendesse e lutasse contra os mesmos demônios que os meus, entre as minhas duas babilônias. mas nao me entendam mal, também quero desempenhar o mesmo papel pela outra pessoa. quero viver, quero viver. quero ver tudo, esquecer do dinheiro, das marcas, do status. foda-se o status social, e o que irao dizer. o que dizem agora. o que pensam. ai, fodam-se as modinhas. porque ninguem quer ser ‘ele’ mesmo? todos querem ser legais, cool e cults. nao gosto nem de falar nessa podridao, pois acaba me corrroendo. porque eu, dentro todos os solitários tenho que ter essa urgência de companhia afetuosa? porque sinto essa grandeza dentro de mim? uma promessa de grandeza. de reinado e majestadismo. quero que minha vida seja uma bossa nova daquelas que voce escuta num fusca velho num dia quente de verao, usando uma blusa de algodao surrada.
um fusca que balance como uma rede. uma banheira que me leve até o outro lado e deixe meus dedos enrugados.
Publicado por: cachalote em: novembro 1, 2010
Publicado por: cachalote em: fevereiro 20, 2010
Jasmin
Publicado por: cachalote em: outubro 26, 2009

Dylan and Me
São com os olhos do meu coração
Que enxergo nesta cidade
Podre e engarrafada
Aqueles trens do Mississipi,
Que aqui outrora
Pontualmente passavam.
São com os olhos da minha alma
Que enxergo nestas pessoas,
Cheias de si e cheias de nada,
A essência da bondade
Das pessoas do mundo velho, que
Há muito seu rastro deixaram.
São com os olhos da minha esperança
Que vejo no futuro
Os pilares do passado
Sem o hostil preconceito
Que habita, à espreita,
Nosso moderno mundo modernoso.
Mas são em dias assim
Que me lembro que
No inferno também reina o dia
E que no alto do céu
Também rege a escuridão.
Jazz
Publicado por: Nirev Satsujin em: setembro 29, 2009
Aí estava eu caminhando rapidamente pelos acimentados da UFES, calmamente perdido em meus pensamentos e músicas, quando avisto ao longe uma menina loira com nome de flor.
Durante um tempo infindável de alguns nanosegundos, um incontável número de células proporcionou estímulos elétricos em minha rede neural e, desta forma, fez-se a inevitável associação: Gente, olha a Jasmin na UFES!
Foi assim, com todo esse elegante e disperso jeito, que nos encontramos. Não direi que após muito tempo, pois encontramo-nos não há muito tempo (ou há?) , num destes atalhos que pego ao voltar para casa pelo qual normalmente tento ultrapassar o mais rápido possível. Não, não estou falando de um beco escuro ou de uma rua suspeita. Falo do Shopping Praia da Costa. Pessoas e mais pessoas a fofocar. Pessoas e mais pessoas a comprar. Pessoas e mais pessoas a me incomodar.
Voltando ao assunto: “Quer dizer, então, que você, nirev, encontrou a Jasminta em dois lugares em dias diferentes e em um intervalo de tempo indeterminado? Nossa, mas que coincidência, hein!?”, poderia você dizer-me. Sim, eu responderia. Porém, é mais! Encontrei-a novamente na UFES dias depois deste primeiro segundo encontro. Não é demais? Sim, é fantástico! Por quê? Oras, porque eu lembrei que tenho acesso ao blog da Jasmin!
E, gente, tem tanta coisa legal pra falar! Sério!
Primeiramente, devo dizer que a Jasmin é legal. Bem legal, mesmo.
Segundamente, eu queria dizer que estou quase me formando na UFES e que eu recomendo pra todo mundo que vocês façam isto. Não é legal ficar enrolando, viu? Recomendo também que vão passear em Luxemburgo, é uma cidade belíssima. Bruges, na Bélgica, também.
E, com tanta coisa legal pra falar, eu não posso deixar de pensar: Todo mundo tem coisa legal pra falar! Falem coisas legais! Digam oi! Falem piadas! Recitem questões! Gritem poemas! E, acima de tudo: ESCUTEM MÚSICA!
Vou deixar aqui um vídeo (que, na verdade, só tem música e uma imagem):
Canção para Dormir
por: Júpiter Maçã
Eu acredito em fantasmas
E mula sem cabeça
Neguinho do pastoreio
E boi tátá-tá-tátá-tá
Tá tá-tá, tá tá-tá
As vezes transo simpatias
Sou super superticioso
Eu acredito em fantasmas
Fantasmas, fantasmas, fantasmas
Lá vem lobisomem
E as coruja maldita
Lá vem superhomem
Salvando a donzela aflita
No reino da lua cheia
Existe uma mulher feia
Que lança feitiço nos homi
Nos homi, nos homi, nos homi
Lá vem gafanhoto
E grilo maluco na cuca
Lá vem homem-aranha
Salvando a donzela maluca
Amor é boa palavra
Palavras fazem o bolo
O bolo de marshmellow
Pra fada e o gnomo amarelo
Publicado por: cachalote em: agosto 4, 2009
Um dos meus poemas mais sinceros:
Ó Vomiteus,
Tudo o que bebeste
Agora está
Nos sapatos meus
As fotos novas já estão no meu flickr (as da experiência que citei no post passado^^).
Beijo!
PS: Amanha é meu primeiro dia na UFES! Ansioooosa!